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“A boca só se cala quando o tiro acerta
Eu sou o sangue o defunto no chão da favela
A oração da tia sem comida
O mendigo com a perna cheia de ferida
Eu rimo o ladrão que mata o playboy
O viciado que toma tiro do gambé do gói
O detento que corta o pescoço do refém
O alcoólatra no bar bebendo 51 também
Conto o história do traficante
Do ladrão no banco bebendo seu sangue
Do moleque com a testa no muro da febem
Do nordestino tomando sopa na cetem
Canto o corpo que bóia decomposto no rio
A 12 que entra na mansão a mil
Cadê o dinheiro tio
Não tem então bum vai pra puta que o pariu
O meu assunto é favela farinha detenção
Sou locutor do inferno até a morte facção
É uma gota de sangue em cada depoimento
Infelizmente é rap violento
Eduardo dum dum erick 12 lamento
Versos sangrentos
Pode ligar pode ameaçar
Enquanto a tampa do caixão não fechar
Minha voz ta no ar”

Facção Central – A minha voz está no ar